Segurança da PM do RJ durante o Carnaval 2026 enfrenta críticas por falta de estrutura

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O Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro promete atrair cerca de 7 milhões de foliões, conforme anunciado pela Prefeitura Carioca. Para garantir a segurança desse grande evento, a Polícia Militar do estado mobilizou 23 mil agentes. No entanto, a falta de estrutura e as condições de trabalho dos policiais têm gerado preocupações e críticas.

O deputado federal Sargento Portugal, do partido Podemos, destacou que, embora o número de policiais seja elevado, as condições de trabalho são inadequadas. Ele mencionou que os agentes enfrentam sobrecarga de trabalho, falta de alimentação adequada e escalas de serviço insatisfatórias. “Carnaval para turista, pesadelo para o carioca e para os agentes de segurança pública”, afirmou Portugal.

Imagens enviadas por policiais militares mostram viaturas em estado precário, reforçando as denúncias sobre a falta de condições para o exercício da função. O sargento Portugal também criticou a falta de pagamento de recomposição salarial aos policiais, que, segundo ele, não têm seus direitos garantidos, inclusive os aposentados.

O comandante geral da Polícia Militar do Rio, Coronel Menezes, respondeu às críticas, afirmando que as denúncias são pontuais e que investimentos estão sendo feitos. Ele destacou que mais de 12.500 policiais estão escalados para o carnaval, além de outros 11.000 para atividades ordinárias, totalizando a mobilização de 23.000 PMs.

Menezes também mencionou a aquisição de 850 viaturas em 2025 e a integração de mais 250 viaturas neste ano. Ele se comprometeu a acompanhar pessoalmente as ações da corporação e a resolver questões pontuais que possam surgir.

Além disso, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que mais de 5.000 câmeras e quatro drones serão utilizados para monitorar os blocos de rua durante o carnaval, e que na Marquês de Sapucaí, mais de 400 câmeras e três drones estarão em operação.

A segurança durante o carnaval é um tema sensível e complexa, que envolve tanto a mobilização de efetivos quanto as condições em que esses profissionais atuam. As críticas feitas por representantes dos policiais e as respostas das autoridades refletem um cenário que ainda precisa ser aprimorado.

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