Peru pode ter oitavo presidente em menos de 10 anos devido a impeachments frequentes

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Na última década, o Peru viveu uma série de crises políticas que resultaram em diversos impeachments. O país, que possui um parlamento unicameral, facilita esse processo, pois apenas a maioria é necessária para destituir um presidente. Além disso, a corrupção é um problema recorrente na política peruana.

Entre os presidentes que enfrentaram impeachment, estão Alejandro Toledo, condenado por envolvimento no escândalo da Odebrecht, e Alan Garcia, que cometeu suicídio ao ser pressionado a deixar o cargo por razões semelhantes. Pedro Pablo Kuczynski renunciou antes de ser destituído, também por ligações com a Lava-Jato. A Lava-Jato teve um impacto significativo no Peru, até mesmo maior do que no Brasil, com delações que expuseram corrupção em altos escalões do governo.

Keiko Fujimori, líder da oposição, também foi condenada por corrupção. Outros presidentes, como Pedro Castillo, tentaram fechar o Congresso e o Judiciário, sendo destituídos em seguida. Dina Boluarte, que sucedeu Castillo, também enfrentou desafios políticos e foi destituída. O cenário atual sugere que o Peru pode ter seu oitavo presidente em menos de dez anos, refletindo a instabilidade política no país.

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