A nova faixa de isenção do imposto de renda entrou em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2023. A medida zera o imposto na fonte para salários de até R$ 5.000 por mês, impactando diretamente o bolso dos trabalhadores. De acordo com o governo, a reforma do imposto de renda, aprovada em 2025, beneficia cerca de 15 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas.
O teto de isenção, que até o ano passado era de dois salários mínimos (pouco mais de R$ 2.800), foi ampliado. A partir de fevereiro de 2026, a isenção será aplicada para salários de até R$ 5.000, resultando em uma economia mensal de cerca de R$ 320 a R$ 330 para esses trabalhadores. Essa quantia pode ser comparada a um 14º salário, considerando o valor anual acumulado.
Para aqueles que ganham entre R$ 5.000 e R$ 7.300, haverá um desconto escalonado que variará de 25% a 75%, dependendo do salário. Portanto, os trabalhadores nessa faixa salarial sentirão um desconto menor do que aqueles que recebem até R$ 5.000.
O advogado tributarista Rodolfo Tamanarra aconselha que o dinheiro economizado com a isenção do imposto deve ser utilizado para quitar dívidas ou para a formação de uma reserva de emergência antes de iniciar investimentos.
Apesar do aumento da renda disponível, existem preocupações sobre a sustentabilidade fiscal dessa mudança. As críticas se concentram no fato de que o governo não diminuiu os gastos para compensar a perda na arrecadação do imposto, o que pode afetar negativamente os empresários e empreendedores no futuro. As alterações do imposto de renda começam a valer para os salários pagos a partir de janeiro, refletindo no pagamento deste mês, fevereiro.