EUA e Irã Avançam nas Negociações Nucleares em Genebra

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Representantes do governo dos Estados Unidos e do Irã se reuniram nesta terça-feira, 24 de outubro, em Genebra, na Suíça, para a segunda rodada de negociações nucleares. Uma autoridade americana informou à CNN que Teerã deve apresentar propostas detalhadas nas próximas duas semanas para tentar resolver as divergências remanescentes entre os dois países.

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Aba Zarato, comentou sobre os resultados das negociações, afirmando que os princípios centrais foram estabelecidos, mas que a fase de redação do acordo será mais desafiadora. Ele descreveu as discussões em Genebra como mais sérias do que as realizadas anteriormente em Omã e destacou que, embora as negociações tenham sido positivas, não se deve esperar um acordo rápido. O ministro também mencionou que uma nova data para a próxima rodada de conversas ainda não foi definida, mas que ambos os lados concordaram em preparar rascunhos do acordo para troca antes do próximo encontro.

Fontes que acompanharam as discussões do lado americano relataram uma percepção de progresso, embora muitos detalhes ainda precisem ser discutidos. Essas fontes corroboraram a declaração de Zarato, informando que o Irã enviará propostas detalhadas para abordar as lacunas identificadas durante as negociações em Genebra.

Simultaneamente ao início das negociações, a mídia estatal iraniana divulgou que o estreito de Ormuz foi parcialmente fechado devido a exercícios militares da Guarda Revolucionária do Irã. Este fechamento é considerado uma forma de pressão do governo iraniano sobre os Estados Unidos, uma vez que o estreito é vital para a exportação de petróleo, representando 20% do transporte de petróleo global. Como resultado, o mercado de petróleo reagiu, com o preço do petróleo do tipo Brent, referência global, subindo 1,33% e posteriormente caindo mais de 2%, sinalizando que os investidores percebem uma possibilidade de progresso nas negociações, apesar das tensões militares.

Além disso, os Estados Unidos também intensificaram a pressão militar, enviando dois grupos de ataque ao Oriente Médio, incluindo o porta-aviões Gerald Ford, o maior do mundo, como parte de sua estratégia de pressão sobre o Irã.

Os principais impasses nas negociações incluem a intenção dos Estados Unidos de estabelecer um acordo mais rigoroso do que o firmado em 2015, ao qual se retiraram em 2018. As demandas americanas incluem o comprometimento do Irã com o enriquecimento zero de urânio, a desmobilização do arsenal de mísseis iranianos e a discussão sobre o apoio do Irã a grupos armados na região.

Informações de fontes indicam que, antes das negociações, o Irã teria sinalizado a disposição de transferir parte de seus estoques de urânio para a Rússia ou interromper o enriquecimento por um período determinado, além de discutir questões econômicas relacionadas a petróleo, gás e aviação.

As negociações continuam a ser monitoradas de perto, com a expectativa de que os próximos dias tragam novas informações sobre o andamento das discussões.

Qualquer atualização relevante será divulgada em tempo real.

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