O governo do Equador autorizou a importação de subprodutos de aves e bovinos do Brasil, incluindo farinha de víceras de frango e farinha de sangue bovino. Esses produtos são ricos em proteína e utilizados na fabricação de rações para suínos, aves, peixes e animais de estimação. A medida, anunciada durante a semana do carnaval, busca reduzir o desperdício nas indústrias frigoríficas e gerar receita extra, aumentando a competitividade do setor.
Além disso, o Brasil, sob a liderança do presidente Lula, está em busca de novos mercados para a exportação de produtos agrícolas, como o feijão, e tentará reduzir as tarifas para o frango na Índia, onde atualmente podem chegar a 100%. O presidente Lula viajará para a Ásia com foco também na retomada das negociações para a exportação de carnes bovina e suína para a Coreia do Sul.
Em janeiro de 2026, as exportações de carne bovina brasileira alcançaram quase 15 bilhões de dólares, marcando um aumento de 37,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A China permanece como o principal mercado, respondendo por 43% do volume embarcado. No total, 278.000 toneladas de carne foram exportadas, representando um crescimento de 16,4%.
Adicionalmente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) aprovou a liberação de R$ 7,5 bilhões para ajudar produtores rurais a renegociarem dívidas, beneficiando 27.796 operações em 754 municípios de 22 estados brasileiros.
A nova autorização do Equador e as iniciativas do governo brasileiro visam fortalecer as relações comerciais e impulsionar o agronegócio no país.