Em 17 de fevereiro de 2023, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação da liberação de R$ 7,5 bilhões para o programa de renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. A linha de crédito, que possui um total de R$ 12 bilhões, estava disponível para prorrogações ou liquidações de dívidas de agricultores e cooperativas agropecuárias.
O programa foi inaugurado em outubro de 2025 e teve sua vigência até 10 de fevereiro de 2023. De acordo com o BNDES, 27.796 operações foram contratadas, beneficiando produtores de 754 municípios em 22 estados brasileiros. O valor médio dos contratos foi de R$ 270.000, com R$ 800 milhões destinados a agricultores familiares e produtores de médio porte.
Além disso, uma comitiva do agronegócio, acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou uma viagem à Ásia, começando pela Índia, para avançar nas tratativas de exportação de feijão guandu e carne de frango. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luiz Rua, expressou otimismo em relação às negociações. Também foi destacado o crescimento das exportações de carne bovina brasileira, especialmente para os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram as compras em mais de 170%.
Nos bastidores políticos, o Partido Socialdemocrático (PSD) articula a sucessão no Ministério da Agricultura e Pecuária, com o ministro Carlos Fávaro deixando o cargo em abril para concorrer ao Senado. O nome do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, foi mencionado como possível sucessor, embora ele tenha negado qualquer intenção de assumir a pasta. O processo de escolha do novo ministro ainda está em debate no Planalto, levando em consideração tanto a política quanto as expectativas do setor rural.