Após o carnaval, o Congresso Nacional deve retomar as discussões sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, uma pauta que tem chamado a atenção do setor agropecuário, especialmente dos exportadores de frutas. Segundo informações apresentadas por Isadora Camargo, o setor espera um crescimento de 40% no volume de vendas para a Europa, caso o acordo avance.
As frutas que lideram essa expectativa de aumento nas exportações incluem manga, melão, abacaxi e uva, além de melancia, com predominância de produção no Nordeste brasileiro. As frutas são cultivadas em períodos de safra e entre safra, assegurando a continuidade das exportações ao longo do ano. Atualmente, a exportação de frutas do Brasil para a União Europeia é concentrada, com a Espanha sendo responsável por quase 80% desse mercado, resultando em um volume de quase 1 bilhão de dólares, com cerca de 1 milhão de toneladas de frutas enviadas para o continente.
O setor de frutas está otimista em relação ao potencial de expansão, especialmente com a redução das tarifas de importação que, atualmente, variam de 4% a 14%. A aprovação do acordo, que enfrenta entraves judiciais, é vista como essencial para aumentar as exportações de frutas que ainda não alcançam o mercado europeu. Além disso, o setor está preparado para atender à demanda tanto externa quanto interna, sem que isso resulte em aumento imediato nos preços para o consumidor brasileiro.
As previsões para a produção de frutas amarelas são positivas, embora a possibilidade de eventos climáticos extremos, como chuvas ou secas severas, possa impactar o balanço das exportações e, consequentemente, os preços no mercado interno. O setor, representado pela associação Abra Frutas, continua otimista e aguarda um avanço nas negociações do acordo, que pode permitir uma redução gradual das tarifas e até mesmo isenção total para a uva a partir de 2026.