A nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) no Brasil, que zera o imposto sobre salários de até R$ 5.000 mensais, entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026. A medida, parte da reforma do imposto aprovada em 2025, beneficia aproximadamente 15 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas.
Com a alteração, o teto de isenção foi significativamente aumentado, já que até o ano passado, a isenção era válida apenas para salários de até dois salários mínimos, equivalentes a pouco mais de R$ 2.800. A partir de fevereiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5.000 terão a isenção aplicada diretamente em seus contracheques, resultando em uma economia estimada de R$ 320 a R$ 330 mensais. Essa quantia pode ser interpretada como uma espécie de 14º salário, considerando o valor acumulado ao longo do ano.
Para aqueles que ganham entre R$ 5.000 e R$ 7.300, haverá um desconto escalonado que varia de 25% a 75%, dependendo do salário recebido. O advogado tributarista Rodolfo Tamanarra recomendou que os trabalhadores utilizem o dinheiro economizado para quitar dívidas ou para criar uma reserva de emergência, antes de considerar investimentos.
Apesar da expectativa positiva para os trabalhadores, existem preocupações em relação à compensação fiscal que o governo deverá buscar para equilibrar a perda de arrecadação. A medida pode impactar também a confiança de empresários, uma vez que o governo pode buscar outras formas de compensação. As mudanças no Imposto de Renda, especialmente a isenção para salários até R$ 5.000, foram uma promessa de campanha do presidente Lula, que pode usar essa conquista em sua estratégia política para as próximas eleições de 2026, destacando os benefícios diretos para a população e tentando atrair votos com a proposta.
A implementação dessas novas regras representa uma significativa mudança na legislação tributária brasileira, com efeitos diretos no orçamento familiar dos trabalhadores.