Polícia Federal investiga vazamento de dados sigilosos de ministros do STF

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A Polícia Federal (PF) está investigando um suposto vazamento de informações da Receita Federal relacionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A operação foi autorizada pelo próprio STF e visa apurar a origem desse acesso indevido a dados sigilosos. O pedido para a investigação foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes e encaminhado à Procuradoria Geral da República.

Na manhã desta terça-feira, a PF realizou buscas em várias localidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Servidores da Receita Federal estão na mira da investigação. Os alvos identificados incluem Antônio Martins Nunes, Rute Machado dos Santos, Luciano Peri Santos Nascimento e Ricardo Mansano de Morais. A determinação foi de que esses servidores não possam deixar o país, com os passaportes recolhidos e a imposição de tornozeleiras eletrônicas.

Os servidores são suspeitos de terem acessado e vazado dados sigilosos de ministros do STF e de seus parentes, uma ação que requer autorização judicial para a quebra de sigilo. A Receita Federal informou que não tolera desvios de informações, especialmente em relação a sigilo fiscal, e que a auditoria nos sistemas de acesso foi solicitada pelo STF desde janeiro de 2023 para averiguar possíveis acessos indevidos.

A investigação é uma extensão de um inquérito mais amplo que apura a disseminação de fake news, conduzido pelo ministro Moraes desde março de 2019. A PF está agora se aprofundando nos motivos do vazamento e identificando a quem as informações foram direcionadas. O clima de tensão está crescendo dentro da Suprema Corte, refletindo uma crise sem precedentes em sua imagem, especialmente com as ligações de ministros a casos de corrupção.

A situação continua a se desenvolver, e a PF segue em busca de mais informações sobre o caso, enquanto a Receita Federal reafirma seu compromisso em proteger dados sigilosos.

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